Ser técnico na elite do futebol brasileiro é uma tarefa árdua por vários fatores. Calendário desgastante, pressão por resultados imediatos e bom desempenho dentro de campo e nem sempre -ou quase nunca- há tempo hábil para colocar tudo isso em prática.
Quando os resultados esperados não vêm, a práxis brasileira prega que o treinador deve ser o primeiro a ter a ‘cabeça cortada’ e as direções optam pela demissão. Um estudo da Pluri Consultoria apontou que a média de permanência dos treinadores brasileiros nos últimos dez anos é de seis meses. Um clube nordestino lidera a lista nesse período: é o Ceará, que mudou de comando 29 vezes, seguido de Sport e Vitória, com 26.
Dois técnicos de times baianos vêm tentando mudar essa sina. No comando do Jacuipense desde 2016, Jonilson Veloso é o quarto técnico mais longevo das séries A, B e C do futebol brasileiro. Na mesma lista, Roger Machado aparece na 10ª colocação – ele está no Esporte Clube Bahia desde abril de 2019.

